Extinção dos neandertais foi lenta

“Há que acabar com a ideia de que os neandertais se extinguiram basicamente porque eram incapazes de se adaptar ao meio ambiente e ao clima”, defende especialista

A extinção dos neandertais, que antecederam o homem moderno, foi lenta, defende o arqueólogo espanhol Joseba Ríos-Garaizar, refutando a tese de que as alterações climáticas precipitaram o seu desaparecimento há cerca de 38 mil anos.

“Há que acabar com a ideia de que os neandertais se extinguiram basicamente porque eram incapazes de se adaptar ao meio ambiente e ao clima”, afirmou o especialista, em declarações à agência noticiosa espanhola Efe.

Segundo Ríos-Garaizar, alguns estudos sugerem que, há 70 mil anos, a população neandertal sofreu uma “grande contração” ligada a “um agravamento do clima muito rápido”, com uma diminuição dos recursos disponíveis, que provocou provavelmente o isolamento de uns grupos e a extinção de outros.

O arqueólogo lembra que, apesar destas circunstâncias, os neandertais foram capazes de superar adversidades, ao ponto de “as suas melhores expressões culturais se terem produzido imediatamente depois”.

O perito espanhol sublinha que os neandertais viveram em “lugares geográficos com características muito distintas”, tanto em “épocas glaciares duríssimas”, como em ambientes “quase tropicais”, aos quais foram “capazes de se adaptar” graças a “uma tecnologia” que era “variável e diferente” consoante as situações.

No entanto, Ríos-Garaizar admite como provável que a chegada dos primeiros homens modernos à Europa, há 43 mil anos, tenha surpreendido os neandertais num momento de “equilíbrio precário”, confrontados com a presença de “uma nova espécie” que “era competidora direta pelos mesmos recursos”.

Na Europa, a população neandertal “estava a diminuir aos poucos”, ao contrário da dos homens modernos, que começava a proliferar vinda de África e do Médio Oriente, de acordo com o arqueólogo.

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Santa Camarão

BD sobre o José Soares Santa (1902-1968), o pugilista peso-pesado português, conhecido como Santa Camarão, que alcançou fama mundial nas décadas de 20 e 30.

Segundo Renaldo José Santa, o seu único filho, Santa Camarão “Era um bocadinho triste e um bocadinho sozinho. Era um homem grande de bom coração”. Acabou os seus dias em Ovar, cidade onde nasceu.

Em 2010, a título póstumo, a sua carreira foi homenageada pela Confederação do Desporto de Portugal como uma das 100 grandes carreiras portuguesas, durante as comemorações do centenário da República. O Governo Português atribuiu-lhe ainda a Medalha de Bons Serviços Desportivos, também a título póstumo, pois claro.

Esquecido pelo tempo, Xavier Almeida propõe trazê-lo à memória com uma biografia baseada num caderno escrito pelo próprio Santa que relata a primeira parte da sua vida: da sua infância em Ovar à juventude em Lisboa, onde culmina com o inicio da sua vida profissional.

Esta é a parte menos conhecida do Santa Camarão, no entanto a mais épica. Pois é neste período que se constrói a sua personagem e a sua carga melancólica, triste, solitária, perdida…e talvez a mais fascinante.

É de referir a colaboração de Pato Bravo (aka de B Fachada, que por sua vez é aka de Bernardo Fachada) no argumento desta banda desenhada. Uma colaboração com Almeida que já vem do tempo da Violência Electro-Doméstica.

O livro já se encontra à venda na loja virtual da Chili Com Carne e na Artes & Letras, Letra Livre, Pó dos Livros, Mundo Fantasma e Bertrand.

Versalhes – Reconstituição 3D

Como era Versalhes antes de Luís XIV? Como se tornou no maior Palácio da Europa? Quem foram os arquitetos deste magnífico Palácio? Estas e outras questões são respondidas na reconstituição 3D que se segue.

Pour faire connaître son histoire architecturale, Versailles s’est adjoint l’aide de Google. On peut désormais explorer les lieux au travers de ces reconstitutions 3D et comprendre son évolution grâce aux images de synthèse.

What did Versailles look like before Louis XIV? How did the small hunting lodge of Louis XIII become the largest Palace in Europe? What embellishments did the young Sun King want in his Palace of festivities and amusements? Did you know that the Hall of Mirrors was originally a terrace overlooking the gardens?

E Versalhes hoje:

Palácio de Versailles – Parte 1

O Palácio de Versalhes ou simplesmente Versalhes, é um castelo real em Versalhes na região de Île-de-France da França. Em francês é o Château de Versailles.

Quando o castelo foi construído, Versalhes era uma pequena vila, hoje, no entanto, é um subúrbio de Paris, cerca de vinte quilómetros a sudoeste da capital francesa.

O tribunal de Versalhes foi o centro do poder político em França a partir de 1682, quando Luís XIV se mudou de Paris, até a família real foi forçada a voltar para a capital em Outubro de 1789, após o início da Revolução Francesa.

Versalhes é famoso não só, portanto, como um edifício, mas como um símbolo do sistema de monarquia absoluta do Antigo Regime. 

Holocausto: Uma Nova História

Este livro marcante responde a duas das mais fundamentais questões da História: como e porquê aconteceu o Holocausto.

Laurence Rees passou 25 anos a entrevistar sobreviventes e responsáveis pelo Holocausto, e agora, neste importante livro, conjuga esses testemunhos com a mais recente pesquisa académica sobre o tema, para criar o primeiro relato acessível e fidedigno do Holocausto em mais de três décadas.Nesta verdadeiramente nova e inédita história do Holocausto, Rees cria uma narrativa vertiginosa, que contém muitos testemunhos nunca antes divulgados, enquadrando-os no contexto da análise do processo de decisão do Estado Nazi.

Contudo, não cinge o seu estudo ao universo alemão, abrangendo todos os intervenientes neste período de perseguições e mortes que espalharam o horror por todo o continente europeu, não apenas entre os judeus mas também entre homossexuais, ciganos e deficientes.

Ler as primeiras páginas.

Sobre autor:
Laurence Rees, licenciado pela Universidade de Oxford, ganhou o British Book Award para Livro de História do Ano em 2006, pelo seu bestseller Auschwitz: Os Nazis e a «Solução Final» (Ed. D. Quixote, 2005). Diretor criativo de programas de História da BBC TV durante muitos anos, escreveu seis livros sobre os nazis e a Segunda Guerra Mundial, incluindo The Nazis: A Warning From History, World War II: Behind Closed Doors e The Dark Charisma of Adolf Hitler, bem como os documentários televisivos que acompanharam os livros. Entre os vários prémios com que já foi galardoado, contam-se um BAFTA e dois Emmys.